Visita ao especialista, ainda na infância, detecta problemas, a priori, normais, mas que resultam em danos na autoestima adulta
O cuidado com a saúde das crianças também passa pela ortodontia. Ao redor dos seis anos de idade, os responsáveis devem acompanhá-las a uma consulta com ortodontista ou ortodontopediatra para avaliar a arcada dentária que está em fase de desenvolvimento.
Os benefícios de um tratamento ortodôntico para as crianças em crescimento, se necessário, são muitos. Eles corrigem problemas que influenciam tanto na saúde do futuro adulto quanto na sua estética. De acordo com o doutor e mestre em ortodontia, Cássio Selaimen, um exemplo é a desarmonia da face e dos dentes, algo bastante comum. "O tratamento que corrige o crescimento e a posição dos dentes, a partir dos cinco anos, idade que já viabiliza o uso de aparelhos, facilita o desenvolvimento da face", exemplifica.
As consequências da má-formação da arcada dentária inviabilizam o contato dos dentes e maxilares durante a mastigação e deglutição, desencadeando uma série de hábitos ruins para o bem-estar da criança. Entre eles, a respiração pela boca que resulta deformidade da face. "Um problema como esse, a princípio, com pouca relevância, influi diretamente na estética ao promover o crescimento anormal da face", observa. Em situações mais graves, a respiração inadequada, juntamente com problemas ortodônticos, prejudica a qualidade do sono. "Na escola, aparece o cansaço, e o desempenho cai junto com a autoestima", completa Cássio.
Na consulta, alguns pequenos pacientes ainda precisam extrair os dentes de leite para que aconteça uma melhor erupção dos permanentes. Isso também favorece a vida adulta e evita fraturas ou perdas por dentes protruídos (para frente). "O importante destacar é que, em todos os aspectos, os tratamentos ortodônticos realizados ainda durante a fase de crescimento e formação dos ossos e músculos são bastante simplificados e efetivos. Melhora a autoimagem, e sabemos que aparência é muito importante para o relacionamento da criança com o mundo que a cerca", conclui o especialista.