quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Chupeta prejudica o desenvolvimento da arcada dentária de 96% das crianças que usam o artefato

O uso do bico para auxiliar os pais e bebês em momentos de ansiedade deve feito corretamente, em períodos específicos. O artefato deve ser apenas um coadjuvante para o bem-estar do recém nascido e, embora seja normal recorrer a ele, 96% das crianças que adotam a chupeta apresentam problemas no desenvolvimento da arcada dentária.

O mestre e doutor em ortodontia Cássio Rodrigo Panitz Selaimen lembra que o bico é um recurso sem precedentes na evolução das espécies, de uso exclusivo humano e sem benefícios comprovados. Ele explica que para os bebês e as crianças, o espaço entre as arcadas dentárias é invadido por uma espessura muito volumosa da chupeta, empurrando a língua para baixo, posição contrária ao desenvolvimento correto.

“O uso contínuo do bico impede a erupção correta dos dentes e o desenvolvimento dos rebordos alveolares, fazendo com que a língua adquira, ainda, um posicionamento incorreto”, observa Dr Cássio.

O tipo de problema que pode ocorrer depende de três fatores: a duração, intensidade e frequência do hábito. Normalmente causa a “mordida aberta anterior”, em que os dentes não se tocam na frente. Esse problema tende a ser perpetuado pelo desenvolvimento errado de outras funções como sucção, fala e posicionamento incorreto de língua. O quadro piora se a criança apresentar problemas respiratórios e de comportamento.

Para minimizar os riscos, a criança deve abandonar o bico bem antes da troca dos dentes da frente, em especial, dos incisivos superiores na idade média dos quatro anos. Contudo, Dr. Cássio avisa que o problema é persistente e que em 20% dos casos pode não acontecer a auto-correção. De acordo com ele, das crianças atingidas pelo mal uso da chupeta, 18,5% apresentam mordida aberta anterior e 17% respiração bucal em crianças de 7 a 9 anos.

“O uso racional do bico deve ser tolerado, mas usar o mínimo possível é o ideal, uma vez que o desenvolvimento correto das funções básicas são imprescindíveis para evitar a instalação de problemas difíceis de tratar. Dessa forma diminui-se o sofrimento da criança em um futuro bastante próximo”, completa Dr. Cássio. Com essa orientação, a possibilidade de um tratamento dispendioso de tempo e dinheiro é menor e o tratamento, se necessário, é mais fácil.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Contenção ortodôntica é indispensável após o uso do aparelho fixo

Quem tem problemas ortodônticos e quer ter dentes retos e uma boca com ótima arcada dentária é necessário passar meses utilizando o aparelho fixo. Dependendo dos casos, a espera pode durar anos, mas vale a pena devido aos resultados que se pode alcançar. Quando finalmente chega o dia de retirar o aparelho ortodôntico, muitos desconhecem a fase mais importante para garantir um bom resultado, que é a contenção ortodôntica e o aparelho móvel de contenção.
 
Se o paciente retira o aparelho dentário e depois não usa a barra de contenção fixa, poderá perder parte dos resultados obtidos após o tratamento. Os dentes e as estruturas faciais envelhecem, assim como o corpo muda com a idade. Depois da retirada do aparelho, os ossos dos maxilares, os lábios, as bochechas e a língua precisam se adaptar à nova posição dos dentes, a contenção ajuda a tentar manter o alinhamento e a oclusão dos dentes.
 
"Assim como um cuidado especial é dado diariamente aos cabelos, unhas, corpo, se você quiser manter um sorriso jovial é bom não esquecer de usar sua contenção. Os pacientes devem estar cientes que, mesmo usando as contenções, os dentes ainda assim podem mudar de posição", previne o mestre e doutor em ortodontia, dr. Cássio Selaimen. Pessoas que respiram pela boca, com hábitos ruins de morder, perda de estrutura óssea na menopausa, osteoporose, ou periodontite, têm tendências a maior movimentações nos dentes.
 
A contenção ortodôntica é essencial, pois ajuda a estabilizar, ou amenizar, as consequências do envelhecimento facial que se refletem na posição dos dentes. Segundo o ortodontista, os dentes, os tecidos e os ossos a quem estão suportados estão sempre em movimento. Após o uso do aparelho ortodôntico, é imprescindível a utilização da contenção por tempo indeterminado. "Sua estrutura óssea está sempre se remodelando, este processo é denominado tum over", explica o especialista.
 
De acordo com dr. Cássio, a boa higienização é uma dificuldade para quem usa a contenção. O profissional deve orientar com instruções e treinamento para facilitar. A estudante de biologia molecular Maria Laura Halon, 22 anos, usa contenção e concorda. Ela está com o artefato há seis anos após ter utilizado aparelho fixo por dois anos e meio. "No início, foi ruim, pois fica uma saliência áspera sempre em contato direto com a língua, mas depois vira costume", diz. Laura afirma que não há mudanças no estilo de vida nem no tipo de alimentação, mas por ser uma contenção "reta", a utilização do fio-dental fica realmente difícil, o que pode facilitar a formação de tártaro. 
 
Para superar esse problema, ela faz uma limpeza geral a cada seis meses. "Isso vai acabar quando eu fizer a troca da contenção para uma em `zigue-zague`, que deixa uma abertura entre os dentes, possibilitando o uso do fio-dental", completa a estudante.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Apinhamento dentário aparece na genética brasileira e pode ser tratado

Alguns problemas que interferem na saúde e estética da boca são herdadas pela genética ou pelo desenvolvimento incorreto da arcada dentária, mas são facilmente resolvidas com tratamentos ortodônticos. É o caso o apinhamento dental, o problema mais comum na região bucal entre os brasileiros.

De jovens brasileiros entre 7 a 14 anos, 68% desenvolvem o apinhamento dentes na boca. Esse desalinhamento dentário pode prejudicar o fechamento dos lábios e dependendo, a fala, a mastigação, a higiene, o correto contato entre os dentes, desgastes assimétricos, bruxismo, dores de cabeça, etc. O principal problema é a dificuldade de higienização dos dentes, podendo resultar em cáries e perda do suporte dos dentes por inflamação, percebido pelo sangramento e mau hálito na boca.

A causa do apinhamento é o excesso de dentes ou uma base óssea pequena demais para comportar o volume dentário. Como resultado, os dentes se sobressaem uns aos outros, a mordida fica prejudicada, os ossos e músculos crescem em uma posição incorreta. De acordo com o Doutor em ortodontia Cássio Selaimen, por esses motivos, uma série de problemas secundários são gerados. "A dificuldade de higienização, doença periodontal e a fragilidade para cáries são as principais", alerta.

Cássio explica que o tratamento é possível em qualquer faixa etária por meio de aparelhos ortodônticos. Se realizado ainda na infância, pode-se evitar a extração de dentes permanentes e cirurgias. Os resultados são bastante satisfatórios e animam o paciente, que em alguns casos chegam a desenvolver dores de cabeça, sangramento na gengiva, entre outros.  "A estética melhora bastante, e isso também é um ponto relevante para que os adultos busquem ajuda profissional", conclui.